CONVERSANDO TRADUZINDO

3as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos

jornadas

Ainda em ritmo de Egopress: na semana que vem, de 18 a 21 de agosto, vou participar das 3as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos. É um congresso de pesquisa que acontece a cada dois anos na USP. Será a primeira vez que participo.

Tenho três missões básicas: apresentar dois trabalhos; a convite da organização, interpretar as palestras de convidados estrangeiros; e assistir gente boa para fazer contatos.

O primeiro trabalho é Tradução de Humor em Quadrinhos: Análise do Caso Cyanide & Happiness, em colaboração com Gabriela Netto, da UNB. É meio que um relato das piadas que eu tive que reinventar (ou cortar) como tradutor de duas coletâneas do Cyanide & Happiness, principalmente quando um jogo de palavras vira jogo entre palavras e imagem.

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O segundo é A Noção de Fidelidade na Tradução de Histórias em Quadrinhos, que escrevi depois de passar uma semana brigando com professoras de uma disciplina intensiva do doutorado porque fidelidade em tradução é uma coisa estapafúrdia. Cedi e reconheci que talvez não seja tanto, ainda mais em quadrinhos.

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São três convidados estrangeiros: Paul Gravett, Trina Robbins e Ian Gordon. Tenho mais familiaridade com o trabalho de Gravett, com quem já conversei sobre o 1001 Comics to Read Before You Die e li, no ano passado, o ótimo Comics Art. Vai ser inacreditável sentar do lado dessa gente.

Quanto à terceira e última missão, estava agora revendo toda a programação/resumos (no site, só tem os nomes dos trabalhos) para fazer uma agenda do que assistir. É impossível. Consegui escolher 29 que me interessam entre os 231 artigos, mas é claro que tudo tem choque de horários.

Mas é curioso ver, fora os eixos temáticos do congresso – Quadrinhos e Educação é especialmente forte – a referência constante às vacas sagradas Alan Moore – Sandman – Maus dando certo espaço a Liniers, Eternauta e quadrinistas brasileiros. E faz-se necessário comentar “Voar e Punir”, título do trabalho do Octavio Aragão sobre Gavião Negro e estado policial, sob a ótica de Foucault.

Para fechar, a Jornada terá o lançamento de O Sistema dos Quadrinhos, de Thierry Groensteen – um livro teórico respeitadíssimo na área e minha primeira tradução do francês (em colaboração com Francisca Ysabelle Manríquez, com revisão técnica do Nobu Chinen). Groensteen não vem para o lançamento, mas quem sabe nas próximas Jornadas? O livro está em pré-venda no site da Editora Marsupial.

sistemadosquadrinhos

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CONVERSANDO TRADUZINDO

Egopress

Dei uma entrevista para o Thiago Borges, do O Quadro e o Risco. Era para falarmos de tradução de quadrinhos, e acho que falamos bastante, daí descambamos para outras coisas ligadas a HQ. Gostei muito das perguntas. Conversei com o Leandro Damasceno, do Terra Zero, sobre The Secret History of Wonder Woman. É menos uma conversa sobre a tradução, e mais um papo sobre a Mulher-Maravilha e personagens femininas. Desde a última vez que comentei aqui, já publiquei mais duas colunas no [ . . . ] LEIA MAIS

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QUADRINISTAS

André Valente: Macanudismo

André Valente escreve nas paredes. Ou foi contratado, no caso, para escrever pelas paredes em pelo menos duas ocasiões: é ele que escreve sobre as tiras de Liniers as traduções das tiras do argentino que estão na Macanudismo, exposição que fica até 1/9 em São Paulo (no Centro Cultural Correios, de terça a domingo, 11 às 17h, entrada franca, www.macanudismo.com.br). Valente já fez isso em outra vez que a Macanudismo veio ao Brasil: no Rio de Janeiro, em 2012. Na época, também traduziu algumas das [ . . . ] LEIA MAIS

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LENDO

Pessoas Que Disseram Coisas: Barry, Darrow, Kot, Gaiman, McCloud, Muñoz, Vaughan, Vivès

Tem gente que acha que quem vai escrever um conto tem que seguir estrutura de conto. É como achar que só temos dentes porque existe dentista. Lynda Barry e suas aulas de criatividade. Mas por que terminar Zero daquele jeito? A última edição foi um dos gibis mais bizarros e herméticos do mundo: tem fungo que conversa com gente, balas que saem de crânios e participação especial de William S. Burroughs. Não achei nada mais apropriado. Não quero ficar interpretando porque não existe [ . . . ] LEIA MAIS

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The Secret History of Wonder Woman

William Moulton Marston, professor de psicologia, chegou em casa e disse à esposa Elizabeth que tinha um caso com uma aluna chamada Olive Byrne. William ainda amava Elizabeth, mas também amava Olive. Sugeriu a Elizabeth que Olive morasse na casa deles. A três. Bom, não sugeriu: William disse a Elizabeth que se Olive não morasse com eles, ele saía de casa. Elizabeth saiu para caminhar e pensar. Ela queria trabalhar e ter filhos. Se Olive cuidasse dos filhos enquanto ela trabalhava, [ . . . ] LEIA MAIS

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