CONVERSANDO

Cem Colunas

Faz alguns dias que saiu no Blog da Companhia a coluna “Seis Propostas para o Quadrinho Brasileiro”. Era um texto no qual eu vinha pensando há uns dois meses, a partir de ideias e conversas antigas. Fiquei guardando porque achei que seria interessante como texto comemorativo das minhas 100 colunas.

Pois é, já foram 100. Comecei lá em maio de 2010 e até recentemente era quinzenal – agora é mensal. Teve vezes que foi uma ideia fermentada durante semanas, outras em que foi puro terror diante da folha em branco. Sempre foi escrita na pressa.

Tem alguns textos nessa centena que ainda gosto muito. Houve casos em que acho que consegui transmitir meu entusiasmo e os textos foram bem comentados: “A caixa de ferramentas”, resenha de uma HQ do Batman por Rafael Grampá“Me joga na parede e me chama de literatura”, sobre as HQs que ganham prêmios literários“Gréfic nóvel”, a respeito da imprecisão do termo; “Uma imagem vale mais do que mil palavras, mas vai dizer isso com uma imagem”, sobre o garoto que convenceu a professora que ler gibi valia como leitura.

Em outros, acho que o entusiasmo foi só meu: “14 Fragmentos de Chris Ware”, sobre Building Stories“O Silêncio da Splash Page”, sobre uma possibilidade única dos quadrinhos; “O Método Yusa para Tradução de Quadrinhos”; e a primeirona: “Salão de Beleza”, no ex-estúdio de Rafael Coutinho, Rafael Grampá e Fabio Cobiaco. Curti assim mesmo.

Mas acho que as melhores mesmo são as que eu não escrevi: principalmente a série “Quem Lê Quadrinhos”, de conversas com leitores de HQ e por que leem HQ. Tem a primeira, a segunda (“O Condomínio que Leu Retalhos”) e a terceira (“HQs para vinho e HQs para cerveja, Chico Bento me recuperou e um incêndio”). Será que eu retomo esse experimento?

Voltando às “Seis Propostas” – e juro que não tinha lembrado do Italo Calvino quando fechei o título – a reação foi maior do que eu esperava. Nunca tinha visto minha coluna tão compartilhada no Facebook. No meu próprio perfil, rolou umas considerações muito pertinentes. Vários me disseram que querem bater papo sobre o texto na próxima convenção.

Não vou cansar de dizer que o texto não é taxativo nem receita para o mundo ficar mais bonito. São propostas para discussão. Estou muito feliz que estejam, de fato, sendo discutidas. Obrigado a todo mundo que leu esta e as outras 99.

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