TRADUZINDO

The Private Eye

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Em março do ano passado, Brian K. Vaughan e Marcos Martin lançaram o Panel Syndicate: um site de quadrinhos digitais, formato aberto, pague o quanto quiser e que até agora só tem a série deles, The Private Eye. Eu e o Fabiano já estávamos no planejamento do Outros Quadrinhos, e The Private Eye era oferecida em inglês, espanhol ou catalão (porque Marcos Martin é de Barcelona). Aí me ocorreu: por que não em português? E será que eles topam um tradutor qualquer que aparecer da internet? Será que é só mandar um email e perguntar?

Mandei. Perguntei. Toparam.

Eu traduzo, Fabiano e a querida Iriz Medeiros revisam. Oferecemos letreiramento, mas o Martin queria letreirar ele mesmo. Tanto melhor.

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Minha tradução do número 5 entrou hoje no site. As versões em outros idiomas já estão no número 8, e a defasagem é um pouco vontade dos autores, um pouco atraso meu. Até chegou-se a falar em lançamento simultâneo com todos os idiomas, mas bagunçava demais o cronograma deles. O plano (meu, pelo menos) é que a série esteja completa em português logo depois da última edição (a 10) sair em inglês. Como o cronograma de publicação deles flutua entre bimestral/trimestral, isso deve acontecer no início do ano que vem.

Posso estar falando só como tradutor (e tradutores são leitores privilegiados, pro bem ou pro mal), mas The Private Eye é excelente. A premissa (a disputa por privacidade no futuro pós-internet, embalada numa trama de detetive particular) é incrível, os diálogos são perfeitos, a arte está no topo do que se faz de melhor hoje nos quadrinhos. Quando o Marcos agradece pelas traduções, o coraçãozinho aqui aquece.

É minha segunda experiência traduzindo Vaughan. A primeira foi a metade final (cinco volumes) de Y: O Último Homem. Já foi uma ótima experiência. E vou dizer: gostaria muito mesmo de traduzir Saga.

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Recapitulando: The Private Eye é uma HQ que só é vendida na internet. O preço é quanto você quiser, pagos via PayPal. Você pode inclusive pagar nada. Se fizer isso, pegue o arquivo, leia e – se der vontade, que acho que vai dar – volte depois pra pagar, tipo, o que você pagaria pra ver um filme bom no cinema. Ou quanto você pagaria por um gibi de banca. Ou 3 dólares, que é a sugestão usual de Vaughan e Martin. Lembre que a grana vai totalmente, sem intermediários, pros autores.

(Antes que perguntem: não sou intermediário nem tenho participação nos lucros.)

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1 comentário

  • Juan Burgos says:

    olha, fera conhecer essa HQ. Não tenho lido nada nos últimos anos e estou voltado aos poucos a esse universo por meio do seu blog, que conheci por meio de sua coluna no Blog da Companhia, e agradeço a dica. Tem um post onde vc comenta sobre escolher seus críticos… é verdade.

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