LENDO

Pessoas que Disseram Coisas: Mouly, Feiffer, Kot, Leite

mouly

“Para que cresça como leitora, a criança precisam de bastante experiência processando palavras”, diz Timothy Shanahan, professor emérito de educação urbana da University of Illinois, em Chicago. “Se o jovem passar uma hora lendo um gibi e uma hora lendo um livro, provavelmente processará bem mais palavras lendo um livro. Não estou dizendo que gibis são ruins, o problema é o que eles substituem.”

No meio de um texto do New York Times sobre nova fase da Toon Books, editora da Françoise Mouly (foto acima).

Em parte, o difícil de trabalhar com alguém como Fred é que todo letreiramento é feito à mão. Nossa sorte foi que uma das pessoas que trabalha na Toon se comprometeu. Ela letreirou tudo em inglês do jeito mesmo que foi letreirado em francês. Criamos duas ou três fontes, que valia a pena porque queremos publicar mais de um [álbum]. […] Passamos esse tempo todo não só fazendo a tradução do álbum, mas o principal foi focar que era grande por causa da mudança de idioma, fazer tudo caber nos balões, porque não cabia exatamente naquele espaço. São meses, meses de produção. Isso pode ser impedimento para editoras tradicionais, pois eles não têm o preparo visual. Trabalham com documentos de Word, e este aqui não podia se resolver num documento de Word.

Agora, a própria Françoise falando um pouquinho de tradução de HQ.

MJ: Há quatro anos, você disse na Mother Jones, que achava que a maioria das graphic novels eram “confissões em autopiedade”.

JF: Bom, nos últimos 20 anos têm surgido talentos extraordinários: Chris Ware, Dan Clowes. David Small fez um álbum brilhante, que me afetou muito, chamado Cicatrizes. Caso não tivesse lido Cicatrizes, não sei se teria a ideia para meu álbum. Além disso, Craig Thompson tem aquele álbum chamado Retalhos. São histórias reais, com personagens reais, e arte que é só dele e que funciona como num sonho. Por isso eu acho que esta área está numa era de ouro.

Jules Feiffer decidiu fazer uma graphic novel, aí resolveu ler graphic novels. (Ele dá a mesma resposta – que, no caso da citação acima, não responde a pergunta – no Comics Journal.)

ALES KOT: […] Ele [Marco Rudy] adora fazer quadrinhos, e eu adoro fazer quadrinhos. Consideramos todo ato de fazer quadrinhos essencialmente uma festa porque é nossa chance de entrar em contato com gente que também adora fazer quadrinhos. Arte é comunicação. Quadrinhos são arte. Quadrinhos são comunicação.

[…]

MARCO RUDY: O Ales é louco. Eu sou louco. Foi fácil.

A personage de entrevista do Ales Kot tem rendido boas leituras nesses últimos tempos. E ele também faz umas HQs interessantes, tipo Secret AvengersZero.

Fulana: Oi! Adoro o seu trabalho! Quanto você cobra pra fazer uma caricatura minha e do meu namorado?
Eu: Cobro R$XXX.
Fulana: Acho que você colocou um zero a mais aí, kkk!
Eu: …
Fulana: E como eu sei que você me enviará o desenho depois do pagamento?
Eu: Como assim?
Fulana: Tipo se eu pagar e pra ter certeza que vou receber o desenho.
Eu: Pra você ter certeza que eu não irei te roubar, é isso?
Fulana: Isso.

Pedro Leite, no Facebook.

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