COMPRANDO CONVERSANDO LENDO

Gibicon, dia 2

* Você não perdeu o dia 1. Eu que perdi. Cheguei no segundo dia da Gibicon, em Curitiba, onde estão uns 70% de quem se envolve com quadrinhos no Brasil e meia dúzia de convidados internacionais.

* Uma das grandes coincidências do universo aconteceu no instante em que botei os pés no local do evento (o Muma), dei alguns passos, ouvi na Itiban que estava acontecendo uma mesa sobre Brasileiros Que Trabalham na Europa (Marcello Quintanilha, Ana Luiza Koehler, Julia Bax, Ibraim Roberson, Ricardo Manhães) e, no instante em que entrei no auditório com a referida mesa, começou um papo sobre minúcias de letreiramento e balonamento de HQs no estilo franco-belga. O que deve interessar a umas sete pessoas no mundo, sendo eu uma delas. (Tem a ver com meu projeto de doutorado). Obrigado à mesa e obrigado à condução do Lielson Zeni, que também é um dos sete interessados em curvinhas do pé do R, fontes digitais versus fontes feitas à mão e o xiitismo na relevantíssima discussão Balões Desenhados na Página x Balões Aplicados Digitalmente. É pra isso que serve uma Gibicon.

* Participei da mesa sobre Filmes Baseados em HQ. Eu temia que fosse “Guardiões da Galáxia é melhor que Homem de Ferro?” Não foi. Houve boas perguntas – e boas respostas do Daniel HDR, do Walkir Fernandes, do Thiago Provin e do mediador Marden Machado – em torno de mercado, da sisudez dos filmes DC contra o descompromisso dos filmes Marvel, autores que não recebem nada pelos seus personagens. Tentei puxar uma conversa sobre as cenas de macarrão em Azul é a Cor Mais Quente. Ninguém me acompanhou.

* David Lloyd, convidado de honra do evento, teve uma fala exclusiva que acabou tocando muito pouco em V de Vingança, como esperado, e quase que somente na Aces Weekly, seu projeto de quadrinho digital. Não só porque a missão atual de Lloyd é promover a Aces, mas também todas as perguntas que ouvi do público eram em torno do projeto. Apesar da Aces Weekly ser interessante, Lloyd me parece desatento ou ferrenho em algumas questões que prejudicam a revista. Sua visão parece resumir-se a acreditar que bons quadrinhos, numa mídia fora do usual, já chamam o público por si só. E, como ele repetiu várias vezes, o projeto não avança por causa de “vocês” – a plateia – que ainda não paga por digital. O assunto merece um texto próprio, que fica pra depois.

* Também: Tungstênio, do Marcello Quintanilha, e Fim do Mundo, do André Ducci.

OUTROS POSTS



1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será exibido publicamente
Campos obrigatórios são marcados *

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Todos os comentários do site são aprovados previamente.

Acompanhando a discussão via RSS

Quer acompanhar mais facilmente a discussão neste post?
Assinar notificações via RSS.

Não sabe o que é RSS?
Aprenda aqui!

Tutoriais para: Internet Explorer, Mozilla Firefox e Google Chrome.